Mudar de carreira ou não? Um guia completo para te ajudar a decidir sobre que caminho seguir!

Tags Carreira, Profissional, Satisfação, Vocação, Motivação, Talentos.
Autora Francis Lima
Você está insatisfeito com seu trabalho ou profissão atual? Saiba que não está sozinho!



Neste artigo bem completo sobre o tema, você encontrará:
- O que é necessário saber se você está querendo mudar de carreira!
- Mudar de carreira não significa começar tudo do zero. Saiba porquê!
- Histórias de quem já fez transição de carreira.
- Dicas concretas para mudança de carreira.
- O que realmente traz satisfação profissional?

Uma Pesquisa da Isma Brasil (International Stress Management Association) mostrou que 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. As causas podem ser inúmeras, como falta de reconhecimento, baixa remuneração ou falta de vocação para a atividade exercida.
Se você faz parte dos 72% e acha que no seu caso, o que mais pesa é realmente não ter vocação para aquilo que faz, você não precisa se martirizar a vida toda fazendo algo que não gosta!

É possível mudar de carreira e encontrar felicidade no trabalho!

A boa notícia é que iniciar uma nova profissão não quer dizer que você precisará voltar à estaca zero.

Por mais que você tenha que começar como ‘júnior’, não é raro casos de pessoas que mudaram de carreira e foram promovidas mais rapidamente que seus colegas mais jovens.

A experiência de vida, o entusiasmo e a capacidade de adaptação contam muito para crescer rapidamente dentro da empresa.

Ter diplomas mas não ter expertise não quer dizer muita coisa. Em contrapartida, quem mudou de carreira traz a bagagem de aprendizados e conhecimentos adquiridos na atividade anterior.



Se você amar o que faz e fizer o seu melhor, não há como não ser um profissional reconhecido por isso no longo prazo!

Suas possibilidades de retorno e satisfação serão muito maiores do que se manter onde está, visto que sem tesão no trabalho você provavelmente será um profissional comum ou medíocre.

Já numa nova carreira que você ama e emprega seus talentos, você terá muito mais facilidade para aprender e crescerá de forma acelerada.

O céu é o limite para aqueles que amam o que fazem!

E nunca é tarde para recomeçar. Veja o caso da Manoela Rodrigues, que decidiu mudar de carreira aos 40 anos.

Ela se formou em jornalismo e atuou na área por cerca de 14 anos, antes de iniciar o curso de enfermagem, que é sua verdadeira paixão.

Em sua juventude, ela já havia feito um curso técnico de enfermagem, mas acabou não seguindo carreira por força das circunstâncias: os cursos de graduação na área eram em período integral, mas ela precisava trabalhar e assim, iniciou os estudos em jornalismo no período da noite.

Logo começou a trabalhar neste meio e até gostava de escrever, mas chegou num ponto em que voltava para casa desgastada com suas atividades. Já não tinha mais a criatividade de antes para exercer sua função.

Foi nesta hora que seu próprio marido a sugeriu que fizesse outra faculdade, e ela voltou ao seu antigo amor por enfermagem.

Assim que terminou a faculdade, engatou numa pós-graduação em docência e foi convidada a dar aulas numa faculdade no interior de São Paulo.

Atualmente, sua vida é bem diferente da época de jornalista – com férias, finais de semana e feriados em casa – e um salário que ela considera ’mais interessante’ do que o da antiga profissão.

Uma outra pesquisa, da Pactive Consultoria, com 1.006 pessoas em 22 estados brasileiros revelou que 32% dos entrevistados já pensaram em largar tudo e começar uma nova carreira, algumas vezes, e outros 26%, muitas vezes durante a vida.

Além disso, 65% deles gostariam de fazer algo mais ligado à sua personalidade, o que aponta que, na maior parte das vezes, desempenham um trabalho que não está ligado com seu propósito de vida e não faz uso de suas habilidades e talentos pessoais.

Fazendo um parênteses com uma outra pesquisa feita pelo IBGE, 70% de quem faz faculdade no Brasil escolhe cursos tradicionais como medicina, engenharia, direito e administração de empresas.

Mas não é por falta de alternativas. O Ministério do Trabalho tem registrados mais do que 2.422 ocupações – algumas incluídas recentemente, como webdesigner, vitrinista e produtor cultural.
Só que decidir que profissão seguir com seus 17 a 20 anos de idade, sem ter tido contado com o mercado de trabalho e, na maior parte das vezes, sem acesso a programas vocacionais, é uma resolução complicada. Com grandes chances de sofrer alterações.

Seja por influência dos pais, pela perspectiva de mercado na época, pelas profissões que faziam parte de seu dia-dia ou pela graduação que é mais acessível para sua renda, muitos jovens optam por escolhas tradicionais.



Eduardo Mikail é um exemplo disso. Cursou Administração com especialização em Marketing pela ESPM devido a uma certa influência do que o rodeava na época da escolha:

“Meu pai tinha um distribuidora de embalagens e também prestava serviços na construção civil. Minha cabeça estava voltada pra vendas e marketing.” – afirma.

Mas quando se formou em 2011, surgiu a dúvida se realmente queria trabalhar na área ou se fazia uma faculdade de engenharia, que era algo que também o fascinava.

Observando as perspectivas de mercado, decidiu não ficar apenas pensando e partir para a ação: matriculou-se na faculdade de Engenharia, e tão logo teve oportunidade, já começou a estagiar na área.

Não é porque está numa carreira totalmente nova, que a graduação anterior não tenha nenhuma valia. “Engenheiros muitas vezes escolhem fazer pós-Graduação em Administração e eu já tenho este curso. É um diferencial.” – Eduardo acredita.

Possivelmente, com suas habilidades de administrador e marqueteiro, Eduardo conseguirá se destacar com maior facilidade. Ainda mais fazendo o que ama!



Inclusive, ele e um amigo fizeram um blog sobre Engenharia (BdB) durante a graduação, um local onde, sem dúvida, ele aplica seus 2 conhecimentos e competências.

E o que impede pessoas insatisfeitas a mudar de carreira?

Entre as respostas, 31% disseram ter medo de arriscar, seguido de 16%, que não sabem exatamente o que gostam e outros 16%, que dizem não possuir qualificação necessária (segundo a Pactive).

A partir destes dados, podemos afirmar que a necessidade geral para quem quer efetuar uma mudança de carreira é justamente obter autoconhecimento e mais conhecimento sobre o caminho a ser trilhado!

Como assim? Bem, autoconhecimento quer dizer:

1) Saber qual é a sua vocação, isto é, conjunto de profissões e atividades que você terá prazer em desempenhar;
2) Conhecer quais são seus talentos e habilidades, e como você pode empregá-los em sua profissão, seja qual for;
3) Entender quais são seus valores e crenças, ou seja, aqueles fundamentos intrínsecos à sua personalidade que guiam a sua vida;
4) Conhecer e estabelecer sua própria visão de mundo, algo que está muito alinhado com seu propósito de vida.

Apesar do último item parecer uma questão profunda demais, não é tanto assim: seu propósito não precisa ser “acabar com a fome no mundo”, mas algo bem mais local e tangível com suas próprias mãos, como: desenvolver pessoas através da educação, criar novas tecnologias, solucionar problemas de mobilidade urbana, divertir pessoas, criar ambientes confortáveis para se trabalhar, etc.

O meu, por exemplo, está estritamente ligado ao desenvolvimento de pessoas: ajudá-las a descobrir sua vocação e seus talentos, e auxiliar no processo de transição de carreira! :wink:

Lógico que não nasci com este propósito projetado e previamente estabelecido pelos astros (rs), nem peguei papel e caneta e o elaborei do nada!

Na verdade, a construção deste propósito veio a partir de minhas próprias experiências de vida! Mudança de carreira é algo que está presente na minha trajetória de vida!

E, como não poderia deixar de abordar, o que provoca o medo citado na pesquisa?

A falta de conhecimento sobre o caminho da transição de carreira!



Muitas das dúvidas que surgem para quem está buscando satisfação profissional sem encontrá-la onde trabalha, são:

- Como mudar de carreira?
- Como ter certeza se serei bem sucedido nesta empreitada?
- Qual é o passo-a-passo que devo seguir?


Depois de descobrir sobre si próprio, é hora de buscar concretizar esta transição com tranquilidade. Então, algumas coisas que você deve procurar saber são:

- De que tipo de conhecimento (alinhado com sua vocação e talentos) o mercado precisa? Dentro da sua vocação e daquilo que você gosta de fazer, onde há uma lacuna no mercado para que você a preencha?

- Será necessário mesmo fazer uma nova graduação ou é possível se recolocar no mercado com um MBA, um mestrado ou outros cursos de especialização (e talvez até cursos técnicos)?

- O que as pessoas que trabalham na profissão que você almeja fazem? Como é o dia-a-dia de trabalho delas?

- Quanto tempo pode durar esta fase de transição?

- Quanto dinheiro será preciso poupar para financiar o período de transição e os novos cursos até sua recolocação na nova carreira?

Além disso, outra ótima ideia também conversar com pessoas que trabalham na atividade que você almeja antes de começar pra valer a sua transição. Isto porque, mesmo que saiba o que a profissão é, muitas pessoas não vivem e não sabem como é a rotina do profissional.

É muito difícil que alguém que tenha mudado de carreira se arrependa desta atitude, pois a transição exige determinação, resiliência e uma boa motivação para tal.

Mas, é sempre bom prevenir do que remediar: conhecer todos os pormenores da profissão e sua rotina, antes de entrar nela.

Um coach de gestão e mudança de carreira é um profissional que pode ajudar você tanto nas questões de autoconhecimento, quanto nas de conhecimento da nova profissão, mercado e planejamento para trilhar este caminho.

A função do coach é atuar em transições: levar a pessoa do ponto em que ela está hoje para o ponto em que ela deseja estar.



Resumindo, o coach pode ser considerado um técnico que o treina para a realização de seus sonhos!

Sim, leve seus sonhos a um coach especializado e veja o que acontece! :smile:

Retornando ainda à pesquisa feita pela Pactive Consultoria, quando perguntados se o trabalho interfere na felicidade pessoal, 39% dos entrevistados disseram que interferem muito, 31% razoavelmente e para 30%, interfere pouco.

Mesmo que você não leve infelicidade e estresse para casa, o trabalho representa cerca de 1/3 de sua vida.

Se formos analisar de maneira mais acurada, o trabalho se mistura com a vida.

Quando não estamos dormindo, estamos nos transportando para o trabalho, almoçando no trabalho, fazendo viagens à trabalho, cursos em horários não-comerciais para atender demandas de trabalho, e nossa vida pessoal acaba ficando ensanduichada entre os horários de acordar e ir para o trabalho e chegar do mesmo e dormir novamente.

Se não gostamos do trabalho que exercemos, corremos o risco de nos tornarmos pessoas amarguradas e frustradas.



Imagina? Viver quase que a vida inteira fazendo algo e correndo atrás daquilo que nem gostamos! Um fardo!

De acordo com o estudo, o que mais motiva as pessoas profissionalmente é a autorrealização (53%), dinheiro (19%), segurança (19%) e aprendizado (9%). Já o que mais desmotiva é remuneração (35%), falta de reconhecimento (32%), insegurança (16%) e falta de aprendizado (9%).

Antigamente, trabalhar era só um ganha-pão. Nada mais complexo que isto.

Hoje o trabalho se tornou não somente um meio para ganhar dinheiro, mas para obter sucesso e autorrealização!

Provavelmente isto se deve muito ao fato de termos muito mais informação sobre diversos tipos de áreas interessantes, porque o mundo foi se tornando cada vez mais complexo e interconectado e porque vemos notícias de pessoas bem-sucedidas em várias profissões.

Queremos o que é bom também para nós!

Henrique Carvalho, em seu artigo sobre “Qualidade de Vida no Trabalho” no Viver de Blog, afirma que os 3 principais fatores de motivação, e portanto, satisfação no trabalho, são: autonomia, maestria e propósito.


Créditos da figura: viverdeblog.com.br

- Autonomia: é fazer as coisas do seu jeito. Poder ter autonomia para pensar e fazer suas atividades sem dependência de outrem, sendo útil e completo em suas habilidades.
- Maestria: é a capacidade e a busca por ser melhor em todos os sentidos, fazer algo com cada vez mais destreza e qualidade.
- Propósito: é a nossa missão de vida. A intenção de fazer alguma diferença no mundo, mesmo que relativamente pequena.

Quando temos um, já ficamos um pouco mais motivados à trabalhar com prazer.

Mas quando temos todos eles, é como se nosso tanque de combustível estivesse sempre cheio! Motivação total!



E como você mesmo pode observar, também estes fatores estão muito relacionados ao autoconhecimento do propósito profissional, à prática da vocação e aplicação de seus talentos em sua atividade profissional.

Espero que após esta leitura você se sinta muito mais motivado a correr atrás de seu sonho e de sua felicidade plena: não só pessoal, mas no âmbito profissional de igual maneira!

Meu objetivo ao criar a [Talento & Carreira] é justamente orientar pessoas como você, para que a mudança de carreira não seja um processo doloroso, rodeado de dúvidas e incertezas.

E para que não seja também um caminho a se seguir solitariamente, sem alguém para dividir os questionamentos e sem o autoconhecimento necessário para concluir o processo com êxito.

Pelo contrário, através do coaching, a [Talento & Carreira] é uma organização que busca promover no Brasil um movimento em prol da felicidade no trabalho e do autocontrole de sua vida profissional!

Um diploma não é maior do que seus próprios talentos e habilidades. Não deve ser ele a ditar as regras do jogo, e sim você!

Você não precisa ficar a vida inteira exercendo uma profissão que não te dá tesão e não te traz felicidade.

Fazer um transição de carreira com tranquilidade, apoio e autoconhecimento é possível! :smile:

Fontes:

http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/08/maioria-ja-pensou-em-largar-tudo-e-mudar-de-carreira-diz-pesquisa.html
http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2015/04/72-das-pessoas-estao-insatisfeitas-com-o-trabalho-aponta-pesquisa.html
http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/08/mudar-de-carreira-exige-dedicacao-pesquisa-e-planejamento-veja-dicas.html
http://epoca.globo.com/vida/vida-util/carreira/noticia/2014/05/mudar-de-carreira-bnao-e-comecar-do-zerob.html
http://epoca.globo.com/vida/vida-util/carreira/noticia/2014/05/troquei-bde-profissaob.html http://super.abril.com.br/historia/da-para-ser-feliz-no-trabalho
http://www.vagas.com.br/profissoes/carreiras/engenharia-civil/nunca-e-tarde-para-http://viverdeblog.com/qualidade-de-vida-no-trabalho/
http://www.vagas.com.br/profissoes/dicas/dez-dicas-para-quem-quer-mudar-de-carreira/recomecar-uma-carreira-diz-eduardo-mikail




Quem sou eu?



Francis Lima


– Graduada em Geologia na UFRJ com ascedência em Psicologia e lua em Marketing. Também é Professional & Self Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) e Empreteca pelo Sebrae.

"Não seja levado pelos ventos do mercado. Seja o autor da sua própria história profissional!"

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