A ERA DOS FAZEDORES

Tags carreira, emprego
, recrutamento, seleção, promoção, desenvolvimentoprofissional.

Autora Francis Lima

Uma notícia me intrigou bastante há um tempo atrás:


Muitas pessoas que eu conheço que perderam o emprego ou acabaram de sair da faculdade, adequaram-se ao momento de marasmo no mercado entrando para um mestrado ou um doutorado. Só porque não há emprego, não é hora de ficar de braços cruzados, certo?

Entretanto, o que me intrigou na notícia é que, aquelas pessoas que já tem mestrado ou doutorado, ou outras certificações que as tornam especializadas e valiosas, já não fazem tanto sentido na crise para o empregador. Afinal, ele quer pagar menos. Fica com medo de pagar pouco e ter um profissional insatisfeito, que na primeira oportunidade que surgir, vai dar tchau!

Até parece uma boa estratégia usar o tempo de vacas magras para obter mais conhecimento e a época de vacas gordas para exibi-lo.

Porém, será que num período pós-crise, bastará exibir seu diploma com diversos cursos e especializações, sem ter colocado a “mão na massa” e feito algo que seja útil ou pelo menos admirável do ponto de vista do seu empregador?

Acredito que hoje estejamos entrando na Era dos Fazedores. É uma tendência comum que vem a partir da Era da Informação**: se todo mundo tem acesso à informação, aos diversos tipos de conhecimentos, e todo mundo tem “a faca e o queijo na mão” para fazer algo, sai na frente aquele que de fato faz, que executa!

A mensagem aqui é que você não confie no seu extenso currículo, pelo contrário, exiba seu portfólio profissional a partir do que você sabe (conhecimento teórico) e no que você sabe fazer (conhecimento prático). Como assim exibir? Vou te explicar mais adiante como.

Hoje, para se contratar um programador, a empresa não quer saber se você tem curso de Java e PHP no seu currículo. Ela quer saber o que você faz com isso. Ou melhor, o que você já fez! Que problemas você consegue resolver. Que soluções consegue criar. Mostre a ela mais do que seu currículo, mostre seu portfólio de serviços e/ou produtos!



Photo by Luca Bravo on Unsplash

Atenção: pesquisa não é igual a mestrado ou doutorado. Pesquisa é resultado! É buscar respostas para questões que as empresas querem resolver. Já no mestrado e doutorado seu objetivo é obter uma especialização, é aplicar um método e, em última instância, obter o bendito diploma para “provar” que você tem um diferencial.

A pesquisa no mestrado pode até ser boa, mas nem sempre é super aplicável ao mercado. Quando a pesquisa tem fins apenas acadêmicos então, chiii, vai servir pra pouca coisa na sua vida além de acrescentar umas 3 linhas no seu currículo lattes - que convenhamos, acho que só a academia e órgãos governamentais vêem.

Pelo contrário, se você faz um trabalho, mesmo que por conta própria ou orientado por um mentor (professor ou um profissional mais sênior da sua área ou área adjacente), poderá apresentá-la em congressos, publicar artigos em revistas científicas e divulgar estes artigos através do seu LinkedIn, poderá discutir e se envolver com profissionais empregados e que podem te colocar na fita de um bom emprego, poderá fazer apresentações em universidades e até ser convidado para apresentar numa empresa.

Se não conseguir emprego, quiçá poderá obter expertise suficiente para abrir sua própria pequena consultoria, que começará com apenas um consultor: você!

Um arquiteto que está num período ocioso devido à crise pode usar a imaginação ao criar projetos e designs. E claro, divulgá-los em suas redes e num site pessoal.

Um(a) fisioterapeuta ou um(a) nutricionista, também podem dar dicas de promoção de saúde e prevenção de doenças baseadas em seus respectivos conhecimentos utilizando da mesma forma o poder de difusão da internet.

Você será visto por muitas pessoas. Você será reconhecido com uma autoridade no assunto, mesmo que apenas diga algo que todos os seus colegas de profissão sabem, mas não divulgam. As pessoas comuns te parabenizarão, se sentirão gratas e procurarão você se precisarem de ajuda, não os seus colegas que não espraiam seus conhecimentos.

Photo by Clark Tibbs on Unsplash

O ponto é: faça alguma coisa! Agregue valor para empresas ou outros profissionais da sua área! Se você está se movimentando, fazendo, você será visto!

Do contrário, se você estiver apenas na postura passiva, aguardando respostas de recrutadores, enviando currículos sem cara e sem coração para a caixa de correio do RH, e caçando vagas no linkedIn, você efetivamente não está fazendo nada! Pro recrutador ou para o empregador, você continua invisível!

E não é somente para conseguir emprego. Pessoas que fazem acumulam experiências. Erram e acertam, e mesmo quando erram, tem a oportunidade de aprender. São pessoas que já se aventuraram por caminhos tortuosos, já tentaram, já se ajustaram, já mudaram de estratégia, recuaram e já avançaram.

Quem trabalha entre 5 e 10 anos sabe o que estou querendo dizer: no começo você acha que sabe de tudo, depois de um tempo vê que não sabem nem metade, e depois, você passa a saber por ter vivido. E quem já fez, passa a ter vivências. A vivência juntamente com suas execuções irão te proporcionar bagagem para ser o escolhido numa promoção.

A era dos fazedores está sendo inaugurada junto com o amplo acesso à internet, com a abertura que temos agora de criar nossos próprios canais, sites, páginas nas redes sociais. Tudo isso é muito fácil!


Empresas que não estão online estão morrendo, pois simplesmente pararam de expandir, e quem não cresce morre. Tal qual as empresas, não se engane: você possui uma marca, uma marca pessoal. Torne-se visível na prateleira do mercado!

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*https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/esconder-qualificacoes-no-curriculo-a-tatica-para-conseguir-emprego-que-floresce-na-crise.ghtml
**Coloquei a Era dos Fazedores equiparada a Era da Informação devido a mesma nomenclatura no texto. Porém, pensando m
elhor, acredito que a era da qual trato aqui é, na verdade, uma sub-era da Era da Informação.
***Um outro artigo legal sobre este tema e escrito por outra pessoa, está em: https://projetodraft.com/o-diploma-morreu-viva-o-portfolio-esta-e-outras-reflexoes-sobre-o-que-nos-prepara-de-fato-para-a-vida/

Créditos: Foto de capa by Chris Ralston on Unsplash


Quem sou eu?



Francis Lima


– Graduada em Geologia na UFRJ com ascedência em Psicologia e lua em Marketing. Também é Professional & Self Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) e Empreteca pelo Sebrae.

"Não seja levado pelos ventos do mercado. Seja o autor da sua própria história profissional!"

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